Desacoplando Leituras e Escritas: Uma Introdução à Separação de Responsabilidade entre Comandos e Consultas (CQRS)


Introdução
O Command Query Responsibility Segregation (CQRS) é um padrão de design que separa operações de leitura (consultas) e escrita (comandos) em pipelines distintos. Ao isolar essas responsabilidades, o CQRS permite sistemas escaláveis e de fácil manutenção, especialmente em domínios complexos.
O problema com o CRUD tradicional
Em aplicações convencionais, um único modelo de dados gerencia todas as operações CRUD (Criar, Ler, Atualizar, Excluir).
Embora funcione para sistemas simples, essa abordagem enfrenta desafios à medida que a complexidade aumenta:
Complexidade excessiva: Lógica de leitura e escrita misturadas geram código desorganizado.
Gargalos de desempenho: Consultas pesadas (ex: joins, subqueries) impactam a performance.
Desalinhamento de domínio: Responsabilidades mistas obscurecem regras de negócio.
Como o CQRS resolve esses problemas
O CQRS divide o modelo em dois:
Modelo de Escrita: Gerencia comandos (ex:
CriarPedido
,AtualizarEstoque
).Modelo de Leitura: Otimizado para consultas (ex:
ObterRelatorioVendas
,BuscarPerfilUsuario
).
A separação permite otimizações específicas. Por exemplo:
Migrar consultas complexas para um banco NoSQL, enquanto o modelo de escrita permanece em SQL (PostgreSQL).
Combinar CQRS com Event Sourcing (o modelo de escrita emite eventos que atualizam o modelo de leitura).
Benefícios do CQRS
Manutenibilidade: Separação clara entre leitura/escrita reduz complexidade.
Otimização de esquemas: Modelos dedicados para consultas e atualizações.
Desvantagens e Considerações
Consistência eventual: Se os modelos usam bancos diferentes, as leituras podem não refletir escritas imediatamente.
Complexidade adicional: Embora o conceito central seja simples, a implementação exige cuidado, especialmente com Event Sourcing.
Alguns Frameworks para utilizar CQRS
Dark (C#): Para pipelines de comandos e consultas.
Commanded (Elixir): Framework CQRS/Event Sourcing.
Conclusão
CQRS é poderoso para escalabilidade, mas não é uma solução universal. Considere implementá-lo quando:
As cargas de leitura/escrita forem significativamente diferentes.
A complexidade do domínio exigir separação clara de responsabilidades.
Referências
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